Tradutor

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
Mostrando postagens com marcador Louvor e Música Cristã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Louvor e Música Cristã. Mostrar todas as postagens

24 de janeiro de 2011

Participe - Clama Ribeirão 2011…

 

image

Após um ano sem o evento, Ribeirão Preto terá mais uma vez o Clama Ribeirão. Entre os convidados confirmados estão Ministério Aproxime-se, Livres para Adorar e o cantor cristão Jeremiah Bowser.

O evento busca não somente ser uma referência em música cristã, mas também quer estimular os jovens a clamarem a Deus e a não serem influenciados pelo mundo.

Para ministrar durante esta noite foi convidado Juliano Son, líder do ministério Livres para Adorar.

Anote na sua agenda:

Clama Ribeirão 2011

Data: 19 de Março
Horário: A partir das 20hs
Local: RP Hall
Av. Capitão Salomão, Nº.2230, Jardim Mosteiro, Ribeirão Preto – SP
Informações: (16) 3633-2876 | Nextel 99*145058
Site oficial: www.clamaribeirao.com.br
Realização e produção: Águia Promoções e eventos & Love7 Brasil

 

Divulgação: Blog Renato Jr.

13 de dezembro de 2010

27 dicas para se tornar um cantor gospel famoso

 

Por Rafael Mutz Venuto

Essas regras são uma constatação pessoal do "valor médio" do louvor gospel brasileiro. Siga-as a risca e seja um sucesso instantâneo.


1. Fale pouco de Deus e de sua obra redentora... Mais ainda, faça as pessoas acreditarem que Deus é o Papai Noel dos adultos;

2. Vogais... seu refrão adora mais se tiver vogais, elas mostram sua espiritualidade e encobrem sua capacidade de criar refrões inteligentes."Ouaieoua" é algo que vai fazer todos sentirem o maior êxtase espiritual;
3. Leia Cantares, Jó, Ester e outros livros pouco lidos da Bíblia, faça uma salada com versículos desses livros... Junte em um refrão grudento;
4. Ministrações espontâneas... você precisa ter ministrações espontâneas, mesmo que você as ensaie e decore tudo o que vai falar, e fale sempre a mesma coisa no mesmo momento em todas suas ministrações;
5. Diga sempre que foi Deus quem te deu a música... isso tira de você o peso de não saber compor, e também te dá uma arma poderosa contra os que fizerem criticas... "Você ousa questionar Deus e o Espírito Santo?";
6. Fale em línguas... não importa se ninguém entende, isso mostra que você é muito espiritual. Se você não sabe falar, finja que fala..."rita lava saia", "ripa lá pra trás", "chupa bala halls" e "siri anda lá na praia" são bons exemplos de embromação;
7. Chuva é extravagante... sempre faça 5 musicas sobre chuva por cd;
8. Fogo e rio também são extravagantes... sempre peça pra Deus mandar fogo e te afogar no rio;
9. Por aplicação direta das 2 regras acima, se você pedir chuva de fogo, você será ungido(a) com a unção da face de leão marinho do norte, e rio de fogo com a unção do peixe boi sagrado. Cuidado, se você pedir fogo e depois chuva, a chuva apaga o fogo!;
10. Nunca leia a Bíblia... afinal ela pode condenar as idéias propagadas por suas músicas, leia caixinhas de promessas e Kenneth Hagin;
11. Faça atos proféticos... ignore o fato de que os profetas do Velho Testamento só faziam tais coisas por ordem de Deus. Ignore também o fato de que no VT os profetas faziam as coisas para ilustrar uma realidade espiritual, não para mudar a realidade espiritual;
12. Cante como a Ana Paula Valadão... Se não for possível, finja que é. Se não der para imitar a Ana Paula Valadão, ao menos imite a Nívea Soares. Se nem assim der, determine que você pode, afinal suas palavras têm poder (lembre-se: se a Bispa Sônia Hermandes pode desafinar diante de um microfone para milhares de pessoas, você também pode);
13. Shophar... você precisa de um, mesmo que não faça idéia do que seja um Shophar.
14. Dançarinas... arranje dançarinas, Tai-chi Chuan é uma boa alternativa. Quanto mais parecidas com mariposas, melhor;
15. Gravação ao vivo é extravagante... ninguém nunca pensou em fazer isso, vá e destrua os poderes satânicos em quixopó do norte com sua ministração profética de 15 minutos;
16. Compre um violão de 12 cordas, e tenha uma igreja em Contagem;
17. "Penteai a noiva"... é um bom nome par ministério de louvor extravagante, e soa bem melhor que dizer "fazei chapinha na noiva";
18. Role no chão durante as ministrações... Crê-se que o deus dos extravagantes se agrada dos que se portam como sofredores de epilepsia;
19. Coloque um pimenta do reino embaixo da língua... ninguém vai entender o que você canta, lembre-se: "gemidos inexprimíveis";
20. Durante a ministração, repare bem em tudo o que os outros estão fazendo... Qualquer atitude no sense extravagante deve ser copiada, ainda que você não faça idéia do porquê;
21. Compre CDs do hillsongs, hosanna music, Jason Upton e Vineyard... copie todas as músicas que derem para ser tocadas em sol maior. Aliás, toque todas em sol maior. Sol Maior é meu Pastor e nada me faltará;
22. Se você for um cantor gospel romântico decadente... invente uma visão, experiência, ou algo do tipo e diga que Deus revelou que você deve gravar só adoração [não mencione o fato do seu produtor ter te avisado que essa é a tendência do mercado, nem fale que você está desesperado para arranjar dinheiro pra ir pra Las Vegas]. Se funcionou para Michael W Smith vai funcionar pra você;
23. Você tem um objetivo: Ser extravagante;
24. Lembre-se: nunca venda um CD por menos de 25 reais... ou a gravadora não terá o dinheiro para fazer o jabá.
25. Fale mal de todo tipo de musica secular... A associe ao demônio e à falta de santidade. É preciso reduzir a concorrência com musicas de qualidade;
26. Emita barulhos estranhos e tenha atitudes esquizofrênicas... Todo tipo de comportamento alucinado pode ser facilmente dissimulado em manifestações do "poder de Deus";
27. Dissimule milagres... Objetos transformados em ouro voltaram à moda.

 

Fonte: PulpitoCristão.com – Divulgação: Blog Renato Jr.

22 de novembro de 2010

Homenagem aos músicos, adoradores ou não!

 

 

Aquele que professa a arte da música, tocando, compondo peças, regendo, ou cantando. Aquele que faz parte da banda, da orquestra, do grupo, do conjunto ou do coro. A música é a arte celestial de se combinar sons de maneira agradável ao ouvido. Em qualquer composição musical, execução de qualquer peça musical por uma corporação de músicos. A música tanto mais rica será quanto mais pura seja a intenção da mente do musico.

O músico é, em termos históricos, sociológicos, estéticos, filosóficos, um repositório do seu universo sócio-cultural. Não apenas um reflexo, mas, sobretudo, um co-partícipe. Assim, o músico evoca uma posição de responsabilidade: sua música tem o poder de elevar, inspirar, comover, ADORAR e EXALTAR a Deus. Sua meta mais sublime será a de despertar os mais nobres sentimentos. E o fará através do domínio da arte, doando a sua obra musical - fruto da criatividade - ao acervo da comunidade.

Quando faço essa homenagem, a faço a todos os músicos, quer sejam cristãos ou não, adoradores ou não. Hoje é dia do músico, não do adorador. Dia do adorador, é todo dia, e é para todos nós, cristãos.

Cresce a cada dia a quantidade de bandas e artistas cristãos que fazem sucesso no meio secular sem perder o teor cristão nas letras de suas músicas. Bandas conhecidas e estrangeiras como: P.O.D, Switchfood, entre outras, fazem sucesso enorme nas rádios seculares quebrando o limite entre o que é música gospel e o pop.

Aqui no Brasil essa tendência vem crescendo consideravelmente e agradando os ouvidos dos cristãos enjoados da explosão dos grupos de louvor e adoração e apreciadores de um som de qualidade.

A própria bíblia apresenta uma riqueza de temas tratados em diferentes abordagens como a poesia, provérbios e canções. Ao lermos Salmos, Eclesiastes, Provérbios e outros livros encontramos esta pluralidade.

 

A todos os músicos PARABÉNS!!!

 

Renato Jr. (não sou músico, mais toco algumas notas no violão, aprecio uma boa música, e diariamente adoro ao Deus de toda GRAÇA!)

17 de novembro de 2010

Socorro, quero um culto velho – A força da ignorância (ou: socorro, não aguento mais cantar corinhos!)

 

Temos vivido tempos onde as mazelas gospel estão rondando as Igrejas. Abaixo posto uma meditação muito consistente do Pastor Isaltino Gomes da Igreja Batista de Macapá (AP) sobre a força da ignorância. O texto me foi remetido pelos irmãos, Hélio Amaro e Ruy Carlos, os quais apesar de não conhecer pessoalmente sei que não se corrompem com iguarias do Rei, nem se deixam levar por qualquer vento de doutrina.

Por Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

imageVivemos mesmo numa época de ignorância, de obscuridade intelectual e de irracionalismo. Infelizmente, a ignorância tem se tornando jóia cultivada neste país, e os mais pensantes são cada vez mais postos de lado. Quando um político de expressão nacional diz que livro é como academia de ginástica: a gente olha e foge, é porque a coisa ficou feia mesmo. O pior é que a ignorância é cultivada com arrogância. Parece que quanto mais ignorante, mais digno de crédito. E a espiritualidade evangélica tem se distanciado do pensar, que tem sido cada vez mais visto como ato carnal, quando não diabólico. A ignorância está em alta. Está difícil ser evangélico, também, hoje, a quem é pensante.

Ouvi no noticiário televisivo: um rapaz de vinte e poucos anos, gaúcho, estudante de Teologia na Bolívia, desapareceu nos Andes, quando fora escalar uma montanha de 6.300 metros. O rapaz não tem experiência alguma de alpinista, e ainda assim foi sozinho porque, segundo a mãe, queria ter uma experiência com o Espírito Santo, queria encontrar o Espírito Santo. Como achou que ele é boliviano e mora nos Andes foi fazer a escalada.

om todo respeito: o que leva a uma pessoa a sair do Rio Grande do Sul onde há bons seminários, passando pelo Paraná, onde também os há, e ir estudar Teologia na Bolívia? Respeitosamente: desde quando a Bolívia tem expressão em ensino teológico? Este jovem não tinha um pastor que o orientasse? E o que leva alguém, sem experiência alguma, a escalar sozinho uma montanha de 6.300 metros para encontrar o Espírito Santo? De onde lhe veio a idéia de que numa montanha encontraria o Espírito? E como convertido e aparentemente vocacionado, ainda não encontrara o Espírito? O que ensinaram a este jovem na igreja e depois no seminário? Sei que a família está sofrendo e que é hora de consolar, mas não posso deixar de dizer: quanta gente tonta, sem noção das coisas, e usando a espiritualidade como pretexto para a falta de juízo! Mas isto é reflexo do cristianismo que pregamos e cantamos hoje em dia. Cantamos autênticos absurdos teológicos e que se chocam contra a Bíblia, e ficamos por isto mesmo. As pessoas não pensam no que cantam, mas se apenas o ritmo é bom, agitado e as faz sentirem-se bem.

Temos um cristianismo cada vez mais sem Cristo, e cada vez mais com o Espírito Santo, sendo que por Espírito Santo as pessoas entendem uma experiência extra-sensorial. Porque uma experiência com o Espírito aproxima mais de Cristo, pois esta é sua missão. O evangelho está se tornando um ajuntamento de sentimentos, sensações, experiências místicas. Culpo um púlpito que não é exegético e corinhos ingênuos e até tolos. Os muitos corinhos que enxameiam nossa liturgia nos fazem cantar tantas inconveniências que fico abismado que pessoas razoavelmente lúcidas em sua vida secular cantem aquelas letras. Boa parte delas é confusa, sendo difícil ligar uma linha à outra. Pessoas que são professores cantam tantos erros de português, em que “tua” e “sua”, que são pessoas diferentes, se misturam e por vezes nem se sabe quando se fala de Deus ou de alguma outra pessoa. Raramente se fala de Jesus, e quando se fala dá para notar que Jesus é cada vez mais um conceito para dentro qual as pessoas projetam seus sonhos de consumo ou de classe média, que o Redentor e Salvador. A linguagem é horrorosa: mergulhar nos teus rios, beber nos teus rios, voar nas asas do Espírito, subir o monte de Sião, estar apaixonado por Jesus, subir acima dos querubins, uma série de expressões que não fazem sentido algum. Mas os compositores estão acima da crítica, mesmo quando fazem coisas ridículas, como andar de quatro em público. E quem canta os tais corinhos se sente bem. E também não aceita correção. Quem tenta corrigi-los em suas heresias e tolices é vaidoso, carnal, fossilizado, etc. O que vale não é se o que se canta é certo, mas se faz bem. As pessoas querem se sentir bem e ter alguma experiência. O conteúdo do que se canta é irrelevante. Sendo honesto: não agüento mais cantar corinhos! Chamem-me de vaidoso ou pernóstico, que não fará diferença, mas a maior parte dos corinhos, mesmo que na nova semântica se chamem pomposamente de louvor, é uma ofensa a quem sabe ler e interpretar um texto e tem uma noção mínima de conteúdo da Bíblia.

“Eu tenho a força”, bradava He-Man. Uma força mística, não divina, mas uma energia cósmica. Parece-me que é essa força espiritual que as pessoas buscam. Eles não querem aprofundamento no evangelho nem estudar a Bíblia. Eles querem sensações e experimentar uma força. O evangelho está se diluindo no esoterismo que grassa no mundo atual.

Esta é uma palavra especial aos pastores e ministros de música, que julgo eu, são as pessoas mais responsáveis pelo que acontece e que podem mudar a situação. Quero alinhavar algumas sugestões e lhes peço, respeitosamente, que pensem nelas.

1. FUJAM DO COPISMO

Chacrinha dizia que “na televisão nada se cria, tudo se copia”. No cenário evangélico também. Há uma usina produtora de corinhos, de forma comercial, que massifica nossas igrejas. Nossos jovens cantam as mesmas coisas vazias em todos os lugares. Em várias igrejas se vê a mesma deselegância de adolescentes robustas, saltitando, num monte de véus, no que pretende ser uma coreografia, mas que mostra gestos descoordenados e deselegantes. Chega a ser triste de ver as pessoas saltitando sem habilidade e com uns gestos que nada têm a ver com o ritmo da música. E a gente fica sem saber o que fazer: se olha as jovens pulando, se pensa no que está cantando, se nota as figuras do multimídia, ou os erros de português das letras, ou ainda o embevecimento do chamado “grupo de louvor”, que volta atrás, repete uma estrofe (quando há estrofe), tremelica a voz, faz ar de quem está sentindo dor. Mas é o padrão na maior parte das igrejas. Parece um shiboleth. Quem não faz assim corre risco de ser execrado. Porque os detentores da verdade litúrgica inovadora são fundamentalistas: fora do modelo deles não há louvor nem espiritualidade. Mas eu pergunto: é preciso fazer tudo igual? Convencionou-se que sim, porque ser antiquado é uma ofensa inominável. E para alguns, fora do padrão corinhos e danças tudo é velharia e não há espiritualidade.

Se você é líder e não concorda, diga que não concorda. Não ceda por medo. Há pastores que têm medo de perder o pastorado e cedem a direção do culto aos jovens. Eles cantam, cantam, e depois se sentam e se desligam do resto da atividade, quando não saem do templo. Há um descompasso entre o que se cantou e o que se prega. Porque se canta um evangelho muito diluído. Há pastores que têm medo de perder o rebanho, massificado por este padrão, e o usam. Tenho ido a igrejas em que pastores ficam alheios aos corinhos (recuso-me a chamá-los de “louvor”), mas dizem-me candidamente: “Eu não gosto, mas o pessoal gosta”. Ele deixa de ser o orientador do povo e passa a ser um garçom que serve o que o povo gosta. Ministro de música também age assim. E também está errado. Se estudou música e passou por um seminário deve ter uma proposta de liturgia menos medíocre e que atenda a todas as faixas etárias da igreja. É sua responsabilidade. Nossos cultos estão sendo empobrecidos pelos corinhos. A música é de baixa qualidade e as letras são aguadas. Os corinhos são cada vez mais efêmeros. Ministro de música, não copie a pobreza musical e intelectual dos corinhos. Pensar não é pecado. E ser inteligente também não é. Se os “levitas” podem discordar dos que chamam depreciativamente de “conservadores”, por que nós, conservadores, não podemos discordar dos “mediocrizadores” da música evangélica?

2. O QUE A BÍBLIA DIZ?

Tudo na igreja deve ser submetido ao crivo da Bíblia, inclusive o que se canta. Os compositores não estão escrevendo uma nova revelação e estão sujeitos ao crivo da Bíblia. Devem ser humildes e não pensarem de si como oráculos de Iahweh. Quem queira subir o monte santo de Sião deve ler Hebreus 12.22-29 e ver que ele é um símbolo do evangelho, da igreja de Deus, e que cada crente já está nele. O monte Sião não tem nada para nós. Quem queira subir acima dos querubins deve ler Isaías 14 e verificar que alguém quis fazer isto no passado e foi expulso do céu. Quem cante “Quero ver a tua face, quero te tocar”, deve se lembrar que Deus disse a Moisés: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Êx 33.20).

As primeiras declarações de fé da igreja foram expressas em cânticos. Muitas afirmações litúrgicas do Novo Testamento foram expressões teológicas que firmaram os cristãos. Lutero firmou a Reforma com suas pregações, seus escritos, mas muito mais com seus cânticos. São cânticos que ficam na mente e muita gente está subindo o monte porque canta isto. A igreja precisa cantar sua fé e sua fé está na Bíblia. Toda letra de cântico deve ser submetida ao crivo bíblico. O certo não é o que a pessoa sente nem se o que ela canta lhe faz bem. O certo é o que está de acordo com a Bíblia.

O conteúdo do evangelho foi muito definido: Cristo crucificado. Mas pouco se cantam Cristo e a sua cruz. Precisamos cantar o ensino da Bíblia. “Doce canto vem no ar com a primavera, Flores lindas vão chegar com a primavera, Lírios, dálias e alecrins, Violetas e jasmins, O sol vai brilhar, passarinhos vão cantar, Com a primavera”. O que isto tem a ver com Cristo, com a salvação, com a segurança dos salvos?

Temos abandonado a Bíblia como fonte de doutrina, trocando-a por revelações e sonhos de gurus. Temo-la abandonado como inspiradora de modelo gerencial para a igreja, assumindo padrões de administração humana. Muita pregação, mesmo com ela sendo lido, é apenas emissão de conceitos culturais, e sendo ela mero pretexto para o discurso. E temo-la deixado de lado como balizadora do que cantamos. A função do cântico não é distrair as pessoas nem fazê-las sentir-se bem no culto, mas ensinar as grandes verdades de Deus. O culto deve ser doutrinador, sim. Preguei num congresso de jovens em Manaus, e deselegantemente, o dirigente tomou a palavra após minha fala e disse: “Não me interesso por doutrina, e sim por Jesus”. Pedi o microfone de volta e fiz uma pergunta: “Sem doutrina, que Jesus você tem?”.

Com nossos cânticos atuais, não temos Jesus. Em muitos deles temos um espírito de grupo, uma cultura grupal ou um Espírito que mais se parece com a Força de He-Man que com o Espírito Santo. É preciso subordinar tudo ao crivo da Bíblia. O evangelho está se tornando cada vez menos bíblico e mais sentimental. Porque está faltando Bíblia.

3. NÃO DESPREZE SUA HERANÇA TEOLÓGICA E LITÚRGICA

O terceiro aspecto que abordo é este: não despreze sua herança teológica e litúrgica. Há uma tradição que engessa e que fossiliza. Mas há uma tradição que enriquece e que dá balizamento. O evangelho não começou agora. A igreja não surgiu há alguns poucos anos. Os momentos de louvor e adoração não foram criados agora. Muitos deles, no passado, deixaram marcas profundas de avivamentos que impactaram a sociedade.

Até agora caí de tacape e borduna nos corinhos, sem abrir espaço para reconhecer que alguns sejam bons. Foi de propósito. Creio que consegui um pouco de atenção. Creio que há cânticos bons e que trazem conceitos espirituais seguros. São coerentes, biblicamente falando. E respeitam a herança teológica do protestantismo. Porque este critério também tem valor: os cânticos estão reafirmando nossa fé ou modificando a nossa fé? Infelizmente, a maioria me deixa desconfortado: não os canto porque não expressam minha fé, a fé em que fui criado, a “bendita fé de nossos pais”, como diz um hino.

Nós temos um passado e não podemos fugir dele. A ignorância do passado leva a cometer os mesmos erros cometidos. Houve uma longa luta para firmar o cânon do Novo Testamento, e precisamos lembrar que é ele que interpreta o Antigo. Muita gente tem cantado o Antigo Testamento, mas nós somos cristãos. Nós cantamos a fé em Cristo. Se o Antigo Testamento é pregado, deve ser interpretado pelo Novo. Se o Antigo é cantado, deve ser interpretado pelo Novo. Estão querendo rejudaizar o evangelho, questão que a igreja já resolvera em Atos 15 e contra a qual Paulo escreveu a sua mais dura carta, a epístola aos gálatas. Somos filhos do Novo Testamento, e não do Antigo. Somos filhos dos evangelhos e das epístolas, e não de Salmos, embora Jesus os usasse. Mas seu próprio jeito de usar os salmos nos orienta: ele os reinterpretou em sua pessoa. Cantemos Jesus, cantemos a fé cristã e não meras sensações, cantemos a cruz, o túmulo vazio, o perdão dos pecados. Cantemos a Igreja, e não Israel. Somos cristãos e não judeus. Cantemos que “a cruz ainda firme está e para sempre ficará”.

Somos salvos pela graça por meio da fé em Cristo. Não somos salvos pelo Espírito Santo nem por uma experiência litúrgica. O Espírito é uma pessoa e não sensações: “O Espírito Santo se move em você com gemidos inexprimíveis” é algo sem sentido. Ele geme por nós, em oração, com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). Mas não se move dentro de nós, com gemidos. O ponto central do evangelho é Cristo e sua cruz. Este é nosso tesouro teológico, herança à qual devemos nos agarrar. Qualquer cântico que deslustre isto, que diminua Jesus, que esmaeça a cruz, é blasfêmia. Não quero cânticos de auto-ajuda. Quero Jesus e sua cruz. Quem tem Jesus não precisa de muletas emocionais. Quero cânticos bíblicos, de acordo com a fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd 3).

CONCLUSÃO

Sei que foi uma palestra dura. Não vou me desculpar porque o que eu disse é o que eu creio. Sim, estou cansado da ditadura litúrgica que me parece associada a um fundamentalismo: só nós sabemos o que é espiritual e vocês estão fora, são do passado, são frios, são formais. Eu me recuso a cantar bobagens com roupagem espiritual. E desafio vocês a restaurarem a liturgia com conteúdo, com ensino. Desafio-os a não cederem à força da pobreza litúrgica que nos avassala.

Há algo mais comovente e com mais conteúdo que “Castelo Forte”, “Aleluia”, “Amazing Grace”? Por que a ditadura dos corinhos? Por que, no natal, sou obrigado a cantar que quero voar nas asas do Espírito? Que os compositores de corinhos componham música de boa qualidade com letras de conteúdo, e ajustada às épocas, também. Os corinhos são monocromáticos. Dizem sempre a mesma coisa. Nunca ouvi um exortando à confissão de pecados, falando do natal, da dedicação de crianças, da semana da paixão, de missões, da Bíblia como Palavra de Deus. Tudo é igual: louvar, adorar, contemplar, sentir-se bem. Não permitam a monocromia, que é sinal de pobreza.

Escrevi, tempos atrás, um artigo intitulado “Quero uma igreja velha”. Esta palestra é um desabafo e um pedido de ajuda: “Socorro, quero um culto velho”. Com a Bíblia exposta, com solenidade, com cânticos com nexo, com os grandes hinos de nossa fé, com Cristo e sua cruz brilhando. Sim, estou cansado da liturgia atual, que é pobre e alienante.aspas

 

Isaltino Gomes Coelho Filho é autor de vários livros, Bacharel em Teologia, Filosofia e Psicologia e mestre em Educação e Teologia.

Texto Pregado no Encontro de Músicos, na PIB de Manaus, 15.11.2008

Divulgação: Blog Renato Jr.

8 de novembro de 2010

Louvor ao EGO! A proliferação de cânticos com letras focadas no “eu”.

mate seu ego

Por Isabel da Cunha Franco

Há poucos dias fui a duas igrejas em dois domingos consecutivos e pude confirmar o que já venho observando há algum tempo: a proliferação de cânticos com letras focadas no “eu”. São músicas com letras que parecem ser instrumentos de autoajuda, em que  as pessoas ficam repetindo que vão vencer ou que são vencedoras.

No primeiro domingo foram pelo menos três músicas desse tipo e, no outro, foram no mínimo duas. Dos cânticos que ouvi e me lembro vou citar
parte da letra de alguns: 1.“Bendito serei” (este era baseado na promessa de Deus a Abraão); 2. “Transbordarei, prosperarei...Para a direita, para a esquerda, para frente, para trás, por todo lado sou abençoado”; 3. “Uma só palavra que Deus mandar vai fazer a minha vida mudar; Não importa o que enfrentarei, com a unção imbatível serei”; 4. “Somos mais que vencedores”; 5. “Deus de alianças, Deus de promessas...Posso enfrentar o que for, eu sei quem luta por mim...”. Estes mencionados são alguns dos que ouvi nesses dois domingos. Sei que há muitos outros.

Alguns deles são bonitos e devem ser analisados com cuidado e sem preconceito. Podem até conter uma teologia correta. Mas fiquei pensando nas causas e consequências da proliferação desse tipo de letra. Como algumas das causas, vejo:

- A sociedade em que vivemos é individualista e vive à procura de sucesso e de vantagens. Vivemos nesta sociedade e acabamos, sem perceber, absorvendo muitos dos seus valores e acabamos nos entusiasmando no culto com as promessas de sucesso contidas nos cânticos;

- Os evangélicos têm crescido em número e muitos são os que se têm convertido em todas as classes sociais.  Outros têm tido experiências especiais com o Senhor. Glória a Deus por isso! Só que os novos ou velhos convertidos, alguns cheios de alegria e amor ao Senhor, mas sem qualquer preparo bíblico-teológico ou formação acadêmica, compõem lançando CDs com músicas de má qualidade, com letras repletas de erros teológicos e também erros de português. Promessas bíblicas usadas completamente fora do contexto transformam-se em pensamento positivo para ser empregado nos embates desta vida.

Algumas consequências de tudo isso:

- Quando essas músicas predominam, mesmo sem perceber, vamos trocando o culto que é devido ao Senhor, pelo louvor ao “ego”. Deus é que parece estar ao nosso serviço. Como comparar, por exemplo, uma letra como a do cântico “Ao Rei dos reis consagro tudo o que sou, de gratos louvores transborda o meu coração” com “Transbordarei, prosperarei”? Uma está inteiramente dirigida à adoração a Deus, a outra está centrada no eu.

- Quando as pessoas cantam “Uma só palavra que Deus mandar vai fazer a minha vida mudar, não importa o que enfrentarei, com a unção imbatível serei” ou “Prosperarei”, temo que isso as torne um tanto inconscientes de que temos de lutar pelo sucesso que desejamos. Ficar esperando, como num passe de mágica, por “uma só palavra” de Deus não será mais fácil do que irmos à luta? Deus, pela sua graça, deseja nosso
triunfo, mas muitas vezes quer que batalhemos por isso tendo leis que devemos obedecer para que tenhamos vitória, não apenas na vida espiritual, mas também nas áreas econômica, intelectual, física ou de relacionamentos. Ficar esperando por “uma só palavra que Deus mandar” não será mais fácil do que crescermos no conhecimento dele, do seu modo de agir, da sua vontade e das suas leis por meio da reflexão, do estudo da Sua Palavra, do ouvir os mais experientes, etc?

Este é apenas um início de reflexão que pretendo continuar sobre o assunto. Sabemos o quanto a música pode influenciar a percepção e o comportamento das pessoas. Não estou dizendo que não devemos cantar este tipo de cântico. Aprovando-se a qualidade de sua música e a teologia de sua letra, podemos cantá-los na igreja recebendo deles ânimo para as batalhas de cada dia. Quando, no entanto, eles predominam em nossos cultos, creio que é sintoma de um mal que já estamos sofrendo ou viremos a sofrer – uma vida centrada em nós mesmos.

Que Deus nos ajude!

 

Isabel da Cunha Franco é Educadora religiosa. Matéria publicada no Jornal o Batista Mineiro (Setembro/2010). Divulgação Blog Renato Jr. 

28 de setembro de 2010

Música: Evangelho Fabricado – Gustavo Legal

Depois de "É Proibido Pensar" do João Alexandre, Gustavo Legal lança "Evangelho Fabricado", outra dura crítica ao "evangelho" atual e o mercado da fé. Vale a pena ouvir!

27 de abril de 2010

Davi Sacer volta para o Ministério Apascentar!!!


Não durou muito o afastamento do casal Sacer. Na noite do último domingo dia 25, foi de reconciliação em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, pois na noite de ontem o bom filho a casa tornou, e o filho em questão é o ministro de louvor Davi Sacer, que juntamente com sua esposa Verônica Sacer, retornaram a boa casa, conhecida pelo nome Ministério Apascentar presidida pelo Pr. Marcus Gregório.

Desde dezembro, quando o Pr. Marcus Gregório, e os integrantes do grupo Trazendo a Arca entraram em acordo e todas as pendências judiciais foram anuladas, o ministro Davi freqüentava a igreja em companhia de sua esposa. Dias atrás eles tinham rompido com o Grupo Trazendo a Arca, como mesmos postaram e seus twitters, em uma saída pacífica, para seguir em carreiras solos.

Juntado todos estes fatos o Pr. Marcus Gregório anunciou no culto da manhã, que a noite teria uma grande surpresa, e por este motivo a igreja á noite estava lotada, e faltando uns quinze minutos para o fim da reunião, o Pr. Marcus convidou o casal para subir ao altar, e foram recebidos com aplausos por toda a igreja, ao subir cantaram um louvor, e depois pediram perdão à igreja, o Pr. Marcus Gregório que já ministrava á algum tempo sobre perdão, comunicou a todos os presentes a volta do casal a rol de membros do Ministério Apascentar. E todos encerraram o culto cantando o hino “Restitui”, grande sucesso do Toque no Altar na voz do casal.












Fonte: O Verbo/Blog Renato Jr

15 de abril de 2010


O texto que segue são palavras do Davi Silva.

Desde agosto de 1999 tenho ministrado junto com Mike pela nação brasileira e em outras nações também. Durante esses anos tenho compartilhado vários testemunhos, a começar com minha cura da Síndrome de Down, passando por sonhos, visões e arrebatamentos, e diversas experiências sobrenaturais.
Pois bem, em quase todos esses testemunhos eu acrescentei mentiras. Alguns deles são totalmente mentirosos. Inclusive um deles, eu roubei de um irmão em Cristo que teve a experiência que conto como sendo minha. Outros testemunhos são meus e em parte verdadeiros.
Menti para minha família, meu ministério, a igreja do Senhor e outros na sociedade que ainda não conhecem a Jesus. Estou escrevendo este texto e também fazendo um vídeo, porque eu contava esses testemunhos desde 1999, tanto em solo brasileiro, como em viagens para os Estado Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Argentina, Paraguay e Uruguay. Eu contava em nossos seminários, em clínicas pastorais, conferências proféticas e apostólicas que reuniam pessoas do mundo inteiro. Esses testemunhos foram gravados em CDs e DVDs, comprados e espalhados para lugares onde só Deus sabe. Pessoas ouviram os meus testemunhos e não sabendo que continham mentiras, escreveram em blogs, revistas, e livros. Deram entrevistas, como eu também tenho dado, em rádio e televisão, repassando verdades e, infelizmente, as mentiras contidas em meus testemunhos.
Estou profundamente arrependido. Tremendamente envergonhado. Triste ao extremo pelos meus atos. Eu escolhi mentir, enganar. Eu escolhi decepcionar.
Como disse o Mike, eu também tenho pregado essa mensagem de arrependimento pelas nações.
Estou fazendo esta confissão dessa forma porque é coerente com o que tenho pregado, e estou procurando agir com verdade, arrependimento e confissão na medida do meu pecado.
Se alguém mentir para uma pessoa, é necessário pedir perdão a Deus e à pessoa para qual se mentiu, e além disso, desmentir a mentira. Pois eu menti para centenas de milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, e por isso torno pública minha confissão.
Nesses 10 anos, eu tive momentos para me arrepender quando as consequências não teriam sido tão graves. Na verdade, eu lido com esse pecado de mentira desde minha infância. Por isso eu sei que, o passo que dou hoje é necessário para que haja a verdadeira conversão e transformação na minha vida. Tanto agora, como na infância, fui flagrado nesse pecado, mas até hoje não havia produzido frutos de um arrependimento digno.
Eu continuo no ministério Casa de Davi. Vou permanecer em Londrina, sem ministrar, durante o restante deste ano de 2010.
Preciso passar por um processo de restauração. Preciso reconstruir o que destruí com as mentiras e preciso de transformação nessa área da minha vida antes de voltar a ministrar.
Peço perdão a você, para quem menti e envolvi na minha mentira. Peço que o Senhor Jesus purifique a Igreja da minha injustiça.
Me preocupo com o “escândalo” que eu tenho trazido para o corpo de Cristo. Entendo que mais cedo ou mais tarde tudo isso viria à luz, pois a palavra de Deus afirma que todo oculto e escondido será revelado.
Peço que façam distinção entre a minha pessoa, meu pecado, e os princípios que o ministério Casa de Davi tem pregado e ensinado. Todas as mensagens que o ministério Casa de Davi tem ministrado nos seminários pelo Brasil e outros países permanecem intactas. A minha mentira não abala a integridade das palavras e mensagens proféticas do ministério.
Peço que não percam as experiências sobrenaturais, pois minhas mentiras não anulam a realidade do sobrenatural de Deus.
Peço sua orações, enquanto eu oro para que o Senhor cure a igreja das feridas causadas por mim e pelas minhas mentiras.
Estou no início do processo de minha restauração. O primeiro passo é pedir perdão para você, pois menti para ti.
Ainda  estou apurando todos os testemunhos que contei. Peço sua paciência enquanto eu apuro toda a verdade durante esse período.
Nos próximos meses escreverei um documento onde serão relatadas as verdades e mentiras dos testemunhos que tenho contado.
Conto com o amor, a graça e misericórdia do Senhor, de minha família, de meus irmãos em Cristo e amigos. Conto também com suas orações. Sei que minha confissão é muito decepcionante  para todos. Como me arrependo!
Sinto gratidão em meu coração por poder contar com o amor e perdão da minha mãe, meus irmãos, minha esposa e meus filhos e de todos meus irmãos no ministério Casa de Davi, para os quais eu já me confessei.
Quero expressar aqui que sinto gratidão e alegria de ter a liderança do Mike, que de forma graciosa, com muito amor e cheio de sabedoria tem me acompanhado e ajudado nesse difícil processo de confissão, cura e restauração.
Mais uma vez, perdoe-me pelas mentiras e as decepções que causei na tua vida e no Corpo de Cristo.
Eu os amo.
Espero poder voltar e ministrar novamente, totalmente restaurado e transformado pelo mesmo poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos.

Palavra do Mike

Antes de mais nada eu quero expressar o meu amor e admiração pelo Davi nesse momento. Entendo como esse momento é difícil para ele, sua mãe e irmãos bem como para esposa e filhos, para nós do Ministério e todo o Corpo de Cristo.
Nesses anos todos,  temos pregado que a igreja precisa ser um confessionário, onde as pessoas vindo para a família de Deus, e membros da família de Deus possam confessar os seus pecados na certeza de encontrar o mesmo perdão, misericórdia e amor que todos nós temos recebido do próprio Senhor Jesus.
Todos nós somos passivos de correção e da necessidade de confessar os nossos pecados.
Aqui no ministério eu tenho falado de um “campo de misericórdia e amor” que quero criar, para que todos do ministério possam trazer a luz o que for necessário, para que haja transformação das nossas vidas.
Quero afirmar que nós do ministério ouvimos as confissões do Davi e o perdoamos.
Reconhecemos a unção de Deus sobre a vida do Davi. Há muitos anos que prego que Deus não nos usa por causa de nossa perfeição, mas sim pela Sua misericórdia. Por isso, eu não posso desacreditar das coisas que tenho visto e experimentado, acompanhado o Davi ao longo de quase 11 anos. Eu sei que todos os trabalhos que nós fizemos nesses anos vem da parte do Senhor e tem a unção do Senhor.
Todos os nossos Cds e Dvds permanecem inabalados, apesar dos pecados do Davi, pois vieram de experiências coletivas que eu e outras pessoas podemos testificar. As partes mentirosas dos testemunhos do Davi se restringem a experiências pessoais ou experiências com poucas testemunhas. Testifico também e afirmo que as mensagens que Deus tem dado para o Davi realmente vêm do Senhor pois, tirando as partes dos testemunhos pessoais, o restante se baseia na Palavra do Senhor. Por essa razão encorajo os irmãos a não perderem o que receberam através de nossas ministrações e, especificamente, das ministrações do Davi.
As mentiras do Davi não anulam a realidade do sobrenatural de Deus. As mentiras do Davi não anulam as verdades da Palavra de Deus. Tampouco as mentiras anulam as experiências que você teve com Deus em nossos seminários.
Quanto aos escândalos sabemos que a palavra do Senhor traz um ‘Ai’ para as pessoas pelas quais vem um escândalo para os pequeninos. Se estudarmos todo o texto, veremos que está implícito que o Senhor pede uma ação radical para pôr fim no pecado que traz tal escândalo (Mateus 18:7-10).
Hoje o que seria um escândalo na vida do Davi para o pequeninos, ele traz a luz de forma radical.
Sentimos a mesma tristeza que muitos sentirão, mas é importante a confissão que Davi nos faz hoje. Ao invés de ser uma pedra de tropeço, hoje Davi semeia frutos de arrependimento para que os demais sigam seu exemplo de confissão, e não seu exemplo de mentira que, mais cedo ou mais tarde, teria vindo a luz. Nos firmamos na palavra: “Se porém andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, Seu filho, nos purifica de todo o pecado (1 Jo 1:7).
Com muito temor do Senhor, todos nós do ministério Casa de Davi passamos por um momento de reflexão para ver se há trevas ou sombra em nossas vidas. Quero encorajar a todos os irmãos da família de Deus a fazerem o mesmo.
Nesse momento nós contamos com a tua paciência. Como Davi já disse, esse momento requer que ele passe por um acompanhamento que o ajudará a relembrar precisamente cada testemunho.
Em tempo oportuno, cada um deles serão publicados em nosso site.
Desejo ressaltar algo que Davi já mencionou: nenhuma das palavras, ou ministrações, do ministério Casa de Davi se fundamentam nos testemunhos do Davi e sim na palavra do Senhor.
Por isso, afirmo que os nossos seminários, gravações e outros ensinamentos   permanecem intactos, bem como a experiência que Gary Oates registra no seu livro: Abra os Meus Olhos, Senhor.
Convicto disso, o Ministério Casa de Davi continua a atender convites para ministrar aquilo que temos recebido do Senhor. Temos equipes preparadas e ungidas para continuar o trabalho e o bom combate ao qual Deus nos chama. Contamos com as tuas orações.
Eu amo o Davi e sei que ele é um valente no Reino de Deus. Tenho certeza que uma vez tratado, o Senhor há de usá-lo novamente.
Gravados na minha memória estão os muitos momentos em que nós experimentamos a presença e a glória do Senhor, manifestas no meio de dezenas e até milhares de irmãos em Cristo. Anseio por vivê-los novamente.
Por isso te peço que ore pelo Davi para que a boa obra que Deus começou nele se complete (Filipenses 1:6). Peço o mesmo não somente pelo Davi, como por toda a família de Deus no Brasil.
Durante os próximos meses iremos compartilhar o que Deus tem ministrado a nós, na esperança de que aquilo que nós recebemos possa “apascentar” também a tua vida.
Quero expressar em nome de todos nós do ministério Casa de Davi, que amamos e perdoamos o Davi! O Davi é nossa família!
Também é nosso, tudo aquilo que Deus confiou a ele e o que temos recebido de Deus através dele.
Queremos caminhar com o Davi na luz até que o Senhor complete a boa obra que começou em todos nós.
Como disse no início, queremos o Reino de Deus, custe o que custar. Entendendo que arrependimento traz o Reino de Deus, com essa confissão, declaramos:
Venha, Senhor,o Teu Reino!



À seguir, os dois vídeos contendo a retratação de Davi Silva, do grupo gospel Casa de Davi:







Opinião do Blogueiro:


Louvável a atitude do amado irmão Davi Silva. Já conhecia alguns dos seus testemunhos, e aqui mesmo já tinha feito alguns comentários em discordâncias a alguns pontos de análise bíblicos.


O primeiro ponto para pensarmos e analisar é que nem todo mover nos círculos evangélicos é de Deus, e que devemos continuar firmes diante de Deus e sempre analisando tudo conforme a palavra de Deus.


Agora o mais louvável e mais admirável é o arrependimento, que gera cura, transformação, festa nos céus. Glória ao nome do Senhor por se manifestar na vida do irmão Davi Silva. 



O que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.
Provérbios 28.13



Irmão Davi Silva, não abaixe a cabeça, pois Cristo é o teu Senhor e Teu Salvador, ele te ouve e te perdoa. Deus é contigo e vai se manifestar com graça e te usar cada dia mais.


Salmo 32: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto” 

Oro a Deus para que muitos outros, líderes, pastores, apóstolos, telepastores, se manifestem e reconheçam seus erros e falhas e retornem ao verdadeiro caminho.


Renato Jr.

Davi e Verônica Sacer deixam o Ministério Trazendo a Arca




O Ministério Trazendo a Arca vem comunicar aos queridos irmãos, colaboradores, assim como aos contratantes o desligamento dos irmãos Davi e Verônica Sacer, que a partir desta data (10/04/2010) não mais estarão acompanhando o ministério Trazendo a Arca em suas ministrações, por decisão dos mesmos que optaram por continuarem cumprindo seus chamados em suas carreiras solo. Queremos também de antemão nos antecipar a qualquer tipo de especulações ou maledicências de que tal decisão tenha sido ocasionada por brigas ou coisas do gênero, mas ao contrario disso, de comum acordo tal decisão tem a total aprovação assim como a benção dos demais membros do ministério Trazendo a Arca.


A partir desta data fazem parte do Ministério Trazendo a Arca: Luiz Arcanjo, Ronald Fonseca, André Mattos, André Rodrigues e Isaac Ramos que prosseguirão normalmente com os compromissos e novos projetos do ministério e que também continuarão contando com a intercessão dos amados irmãos, amigos e pastores, assim como o Ministério dos irmãos Davi e Verônica Sacer.


Agradecidos desde já pela compreensão e intercessão dos amados irmãos, desejamos que a graça e a paz do Senhor Jesus Cristo seja com todos.

Ministério Trazendo a Arca

15 de março de 2010

Erros na música "EU FUI NO TERRENO DO INIMIGO"

Há algum tempo venho pensado na letra desta música. Cheguei a comentar com meu pastor a respeito. Ontem novamente ela foi cantada no culto da noite. Decidi fazer uma análise mais profunda, até mesmo para não ocorrer de dizer algo sem nenhum embasamento. Espero que os que façam leitura desse texto, pensem a respeito, reflitam, e caso não concordem, estejam a vontade para apresentar seus argumentos nos comentários.


Estarei encaminhando esse texto para meus pastores, e para os lideres de louvor da minha igreja, para que também possam fazer uma análise.


Então vamos pelo princípio. Abaixo segue a letra na íntegra:


Debaixo do Meu Pé

(Pedro Branconnot e Edson Feitosa)

Eu fui no terreno do inimigo
E eu tomei tudo que me roubou
Tomei tudo o que me roubou
Tomei tudo o que me roubou
Mas eu fui no terreno do inimigo
E eu tomei tudo o que me roubou

Debaixo do meu pé (6x)
Satanás debaixo do meu pé
Cê pode crer no Senhor já fez por mim?
Cê pode crer no que o Senhor já fez por mim?
Curou, limpou, transformou minha vida
Colocou meus pés na rocha firme
Cê pode crer no que o Senhor já fez por mim?

Veja o que Jesus fez! Veja o que Jesus fez!
Meu corpo está curado,
Minha mente está sarada
Eu fui salvo bem na hora!
Eu vou louvar
Seu nome,
Nunca mais o mesmo serei
Venha louvá-lo! Veja o que Jesus fez!





Vamos a análise. Eu gostaria de analisar essa expressão à luz das Escrituras, tentando levar-nos a pensar de uma forma crítica e levando em conta a Hermenêutica e a Exegese. Isso é importante porque se interpretarmos as Escrituras erroneamente poderemos ter conseqüências sérias porque Deus tem compromisso é com a sua Palavra e não com as suas distorções. Portanto, o meu objetivo nesse texto é analisar essa expressão e as conseqüências de sua distorção. 

 Eu fui no terreno do inimigo
E eu tomei tudo que me roubou


Vejamos que a expressão esta no passado, transcrevendo algo que já aconteceu. Baseado em qual versículo bíblico, temos autoridade para adentrar no terreno do inimigo? Qual o terreno do inimigo? Quem tem o poder de adentrar nos domínio de satanás, é JESUS. Mas ele veio pelo Espírito de Deus e com ele irrompeu o reino de Deus (Mateus 12.28). Jesus entrou num mundo dominado pelo maligno (1 João 5.19) e estabeleceu seu reino. Ele veio para libertar os oprimidos do Diabo (Atos 10.38) e destruir as obras de Satanás (1 João 3.8). Veio ao terreno dominado pelo inimigo, adentrou seus domínios e abalou seu poder. Isso é como entrar na casa do valente, amarrá-lo e tomar seus bens.
Para alguns comentaristas, os bens são as pessoas dominadas por ele. Broadus pensa que se refira aos demônios dirigidos por ele e sobre quem Jesus mostrava poder. Talvez os contornos da declaração de Jesus não sejam relevantes. Parece-me haver aqui uma metáfora de um só sentido, em que as particularidades não contam. O que importa é isto: há um homem forte que tem bens. É Satanás. Um mais forte que ele, Jesus, invade seus domínios e o vence. A vitória de Jesus no deserto (Mateus 4.1-10) mostra sua superioridade sobre Satanás.
É aqui que surge a expressão "amarrar o valente" (Mateus 12.29 e Marcos 3.27). Jesus fez isso. Ele limitou o poder de Satanás. Mas atenção: em lugar algum a Bíblia diz que os crentes amarram Satanás. Isso foi obra de Jesus ao irromper na história com seu reino, abalando o poder do inimigo. Crentes não amarram Satanás. A Bíblia não traz um versículo sequer dizendo que com uma simples declaração conseguimos esta proeza. 


Debaixo do meu pé (6x)
Satanás debaixo do meu pé


Pretendo analisar a posição de Satanás diante de nós na batalha espiritual, depois fazer uma análise exégetica de Ef 1.20-23 e Lc 10.19 onde muitos se baseiam para essa expressão e, no final, o que consiste a nossa vitória sobre Satanás.

1. A posição de Satanás diante de nós

A Bíblia nos alerta que estamos diante de uma luta espiritual e ela não demonstra que esse adversário está debaixo de nossos pés, no momento presente, mas como se estivéssemos numa luta corporal frente a frente. O apóstolo Paulo ensina aos efésios:

porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes (Ef 6.12).

Paulo usa o substantivo grego palë para luta na expressão “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne”. Segundo Thayer´s Greek Lexicon esta palavra era usada para uma espécie de luta corporal que um dos adversários venceria quando derrubasse o outro. O que chamamos de uma luta livre. Torna-se óbvio que a posição de Satanás não é debaixo de nossos pés, mas numa posição de uma luta que precisamos estar alertas e em vigilância.

Calvino comenta essa palavra em seu comentário de efésios demonstrando exatamente isso numa nota de rodapé:

Plutarco nos fala, (Symp. 1. 2., Page 638,) que a luta livre era a mais hábil e sutil de todos os jogos antigos e que o nome dela palë era derivado de uma palavra que significa derrubar um homem no chão por um golpe armado e habilidade. Está claro que pessoas que praticam esse esporte precisam usar de muitas investidas, voltas e mudanças de postura, os quais eles fazem uso para vencer e derrubar seus adversários. E é com grande justiça que um estado de opressão é comparado com isso; desde que são muitas as artes, levantamento de terrores do mal mundano, o amor natural que os homens têm para vida, liberdade, fartura e os prazeres da vida por um lado; por outro lado, que o diabo faz uso de enganos e armadilhas.[1]

Para Calvino, o texto demonstra que o diabo está em plena atividade tentando nos derrubar em suas armadilhas e investidas numa luta livre, pois é isso que o texto quer dizer. Isso demonstra que o diabo não está debaixo de nossos pés. Essa expressão demonstra um término de uma batalha em vitória. Ao contrário disso, o diabo está numa posição de luta livre conosco palë. Cara a cara. Não estamos numa posição de conforto contra o diabo. Se fosse assim, Paulo não aconselharia a usarmos a armadura de Deus (Ef 6.13) e que deveríamos embraçar o escudo da fé contra as setas inflamadas do Maligno (Ef 6.16).
O apóstolo Pedro demonstra que o diabo não está debaixo dos nossos pés, mas numa posição contínua de ataque ao nosso redor como um leão:

8 Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; 9 resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo. (1Pe 5.8,9)

Pedro, primeiramente adverte que devemos ser sóbrios e vigilantes Nëpsate gregorësate. Ele fala o motivo por que deveríamos estar assim: o diabo, que é o nosso adversário, anda em volta como um leão. O verbo grego peripateö é usado para um andar em volta. A idéia é de um animal que fica em círculos procurando uma oportunidade para o ataque. Isso quer dizer que o apóstolo Pedro afirma que estamos sendo observados por um inimigo feroz e astuto procurando uma oportunidade para o ataque. Por isso, não estamos numa posição confortável, mas precisamos resisti-lhe firmes na fé. O verbo grego anthistëmi, traduzido para “resistir, opor-se” quer dizer novamente uma resistência em uma disputa perigosa, pois é contra alguém que ele identificou como um leão. A mesma palavra que Tiago usou para “resistir ao diabo”:

Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. (Tg 4.7)

Howard, em seu comentário exegético desse texto faz uma relação com alguns textos da LXX e afirma:

A comparação de inimigo de almas a um leão é sugerido por várias passagens nos Salmos (Sl 7.2; 10.9; 22.13). A última destas é provavelmente a referência na mente do escritor, hös leön ho harpazön kai öryomenos. In peripateö nós temos uma reminiscência da descrição de Satan em Jó 1.7; 2.2.[2]

O professor Howard demonstra que a descrição de Pedro sobre Satanás é uma relação direta aos Salmos que descrevem esses inimigos em plena atividade, assim como o diabo que está contra nós. Portanto, podemos notar pelo texto de Pedro que o diabo está em plena luta conosco como os inimigos estavam contra Davi.
Outro texto que precisamos levar em conta é que Paulo ensina que o diabo será pisado por nós no futuro. Ele escreve aos romanos:

E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco. (Rm 16.20)

Paulo demonstra que isso acontecerá no futuro. Tanto o adjunto adverbial en tachei (em breve) como o verbo Suntripsei (esmagará) no futuro demonstram que Satanás não está, no momento, debaixo de nossos pés, mas isso acontecerá no futuro. A ênfase está no verbo e não na preposição hypo. A preposição lidera o sentido adverbial que é regido pelo verbo. Portanto, Paulo afirma que isso acontecerá na vinda de Cristo e não agora.

2. Análise de Efésios 1.20-23

20 o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, 21 acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. 22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas. (Ef 1.20-23)

Mas o que dizer desse texto de Paulo aos efésios? Esse texto é usado para demonstrar, por essas pessoas, que Satanás está debaixo de nossos pés nesta era. Afirmam por inferência dessa interpretação: se todas as coisas estão debaixo dos pés de Cristo como os demônios, potestades e anjos, pois a expressão demonstra que são tanto seres angelicais como todo ser existente; então, estão debaixo de nossos pés também, já que somos o corpo de Cristo e ele foi dado à Igreja como foi escrito no v.22,23. A lógica é a seguinte: se Cristo é a cabeça de todas as coisas e todas as coisas foram colocadas por Deus debaixo dos pés de Cristo e se somos o seu corpo, então, os demônios estão debaixo de nossos pés.
Pesa ainda nessa interpretação que estamos sentados com Cristo nas regiões celestiais conforme Paulo escreveu:

6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; (Ef 2.6)

Se nós estamos sentados com Cristo nas regiões celestiais, fica óbvio que os demônios estão debaixo de nossos pés, concluem alguns.

Essa interpretação tem um problema hermenêutico que, se não tivermos cuidado, poderemos entrar numa distorção séria. Por exemplo, precisamos analisar que o texto afirma que todas as coisas estão debaixo dos pés de Cristo, pois ele assumiu toda a autoridade (Mt 28.18). O texto não afirma, em hipótese alguma, que Jesus está pisando Satanás definitivamente, embora que o venceu na cruz. Porém, o texto não afirma isso. O texto afirma que Cristo tem o domínio absoluto e autoridade sobre todas as potestades. Mesmo assim, essa vitória completa de Cristo sobre Satanás ainda não se manifestou, embora que ele o tenha vencido uma vez por todas na cruz (Cl 2.14,15). Por isso o apóstolo aos Hebreus escreveu:

7 Fizeste-o, por um pouco, menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as obras das tuas mãos. 8 Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas; (Hb 2.7,8)

Esse texto explica o texto de Efésios 1.22,23. Ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas porque será no futuro, na sua vinda.

O apóstolo Paulo ensinou exatamente que será no futuro:

E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco. (Rm 16.20)

24 E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. 25 Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. (1Co 15.24,25)

Paulo ensina aos coríntios que isso acontecerá quando todo principado e toda potestade forem destruídos. No episódio da sua vinda, pois então se cumprirá o Salmos 110.1.

O apóstolo aos Hebreus ensinou a mesma coisa:

2 Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, 13 aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. (Hb 10.12,13)

Outro perigo hermenêutico que precisamos ter muito cuidado é com essa inferência de corpo de Cristo. Quando Paulo afirma que Deus colocou todas as coisas debaixo dos pés de Cristo, não implica que todas essas coisas estejam da mesma forma diante da igreja, pois isso implica em total soberania e domínio. Claro que isso é um atributo somente divino. Jamais a igreja terá o domínio absoluto igual ao de Deus. Temos o privilégio de estar assentados com ele nas Regiões Celestiais, mas esse assentar-se não nos dá o atributo de soberanos.
Da mesma forma, não podemos fazer uma inferência da afirmação de Cristo: “toda autoridade me foi dada nos céus e na terra” (Mt 28.18) para afirmar que temos essa autoridade porque somos o corpo de Cristo. Com base nessa inferência, alguém poderia dizer: ora, se Cristo recebeu toda autoridade e a igreja é o corpo de Cristo, então a igreja tem toda a autoridade nos céus e na terra também. A falácia desse silogismo está em que o corpo de Cristo é relacionado à comunhão da igreja, da identificação dos sofrimentos de Cristo e da honra na vitória de Cristo (confira: 1Co 10.16,17; 1Co 12.26,27; Ef 4.12; Cl 1.24; 2.17; 3.15) e não nos seus atributos que só pertencem a Deus. Nenhuma passagem das Escrituras é colocada para o corpo de Cristo no sentido de usarmos os mesmos atributos de Deus.
Paulo tinha a intenção de dizer que Cristo tem o domínio e Deus deu esse Cristo à igreja. Claro que Paulo usa um pronome relativo indefinido hëtis para afirmar que de qualquer forma essa igreja é o corpo de Cristo. Na verdade a estrutura gramatical grega não faz uma relação Cristo como cabeça da igreja diretamente, embora que se possa inferir. Paulo usa o substantivo kephalë como um aposto do objeto auton, que é Cristo e afirma que Deus o deu à igreja. O objeto indireto é a igreja të ekklësia. A ênfase é que Cristo é a cabeça de todas as coisas e Deus deu esse Cristo-cabeça à igreja, que é o seu corpo.
William Hendriksen em seu comentário desse texto escreve:

Nas epístolas gêmeas – Colossenses e Efésios –, a figura cabeça-corpo surge pela primeira vez nas epístolas de Paulo, para indicar a relação entre Cristo e sua Igreja. É verdade, sem dúvida, que aqui em Ef 1.22, 23 não se diz que Cristo de fato é a cabeça da igreja, senão antes que Ele é a “cabeça, sobre todas as coisas, à igreja... seu corpo”. Porém, esta maneira de expressar-se simplesmente realça a beleza do simbolismo. A significação, pois, é esta: já que a igreja é o corpo de Cristo, com a qual Ele está organicamente unido, seu amor por ela é tão grande que faz uso de seu poder infinito para que o universo inteiro, com tudo que nele existe, coopere em benefício dela, seja de bom grado ou não.[3]

Hendriksen demonstra exatamente que a ênfase de Paulo não é trazer uma relação direta Cabeça-corpo da igreja, mas demonstrar que o Cristo como cabeça de tudo foi dado à sua igreja. Essa igreja é o seu corpo onde ele preenche e dá sentido, cuidando e agindo em amor para com ela.
Portanto, não podemos fazer essa inferência para a igreja em Ef 1.20-23, pois o verso 23 demonstra o porquê que Paulo escreve sobre o corpo, pois Cristo o preenche e completa-o. Isso quer dizer que se Cristo é soberano e Senhor de principados e potestades, a sua igreja estará segura, mesmo que no momento ainda esses principados não estejam debaixo de seus pés totalmente. Somente no porvir (Rm 16.20; 1Co 15.24,25; Hb 10.12,13)

Análise de Lucas 10.19

Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano.

Precisamos admitir que esse texto pode levar alguém facilmente a aderir que Satanás esteja debaixo de nossos pés. Primeiro, por causa dos tempos verbais gregos “dar” e “pisar” que estão no presente didömi / patein que demonstra um tempo continuo. Esse tempo usado por Jesus nos evangelhos demonstra uma certa autoridade nas palavras. Depois, as expressões serpentes e escorpiões demonstram que se referem aos demônios, pois na segunda parte do verso Jesus afirma sobre todo o poder do inimigo. Portanto, temos que admitir que Jesus está dando uma promessa à sua igreja através dos seus discípulos, pois os evangelistas tinham uma intenção doutrinária ao escrever os seus evangelhos. Se alguém não aceita esse texto para igreja, fica difícil aceitar os da grande comissão, pois todos foram dirigidos aos apóstolos especificamente também.
O que precisamos notar é que esse pisar em serpentes e escorpiões não são a mesma coisa de afirmar que Satanás está debaixo dos nossos pés, pois isso acontecerá somente depois (Rm 16.20). Esse pisar significa que Jesus nos deu autoridade sobre o poder das trevas e, por isso, podemos resisti-los sem nos causar danos (Tg 4.7; 1Pe 5.9).
Essa expressão de Jesus precisa ser interpretada segundo o Salmo 91.11-13, onde afirma:

11 Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos. 12 Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 13 Pisarás o leão e a áspide, calcarás aos pés o leãozinho e a serpente.

Os próprios discípulos foram abatidos diante de um demônio em um jovem, mesmo recebendo a autoridade de expulsá-los:

Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas. (Lc 9.1)

39 um espírito se apodera dele, e, de repente, o menino grita, e o espírito o atira por terra, convulsiona-o até espumar; e dificilmente o deixa, depois de o ter quebrantado. 40 Roguei aos teus discípulos que o expelissem, mas eles não puderam. (Lc 9.39,40)

Jesus ainda disse que certas castas somente saem com oração e Jejum (Mt 17.21). Isso demonstra que a batalha não é tão simples como pensamos, mas apesar de termos poder e autoridade para pisar nas investidas do maligno, precisamos entender que ele ainda está em plena batalha contra nós como um adversário num ringue e como um leão (Ef 6.12; 1Pe 5.8).

Esse pisar não é a mesma coisa do que Cristo fará. As imagens são diferentes. Uma diz respeito a resistir os adversários e seu poder sob o poder de Deus, a outra, diz respeito a pisar o inimigo em uma batalha definitiva. Uma é temporária e que até podemos ser abatidos, a outra é definitiva e decisiva. A segunda ainda não aconteceu. Anthony Hoekema, falando dessa passagem em seu livro A Bíblia e o Futuro, escreve: “Resta dizer que essa vitória sobre Satanás, embora decisiva, ainda não é final, uma vez que Satanás continua ativo durante o ministério subseqüente de Jesus (Mc 8.33; Lc 22.3 e 3.1)”[4].

Em que consiste a nossa vitória sobre Satanás

Vem uma pergunta imediata diante do fato que Satanás ainda esteja em plena guerra conosco, frente a frente e rugindo como um leão: afinal de contas, em que consiste a nossa vitória em Cristo?
O apóstolo João afirmou por duas vezes no mesmo contexto que temos vencido o Maligno:

13 Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, porque tendes vencido o Maligno. 14 Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai. Pais, eu vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno. (1Jo 2.13,14)

Precisamos responder essa pergunta observando nas Escrituras em que consiste a nossa vitória sobre Satanás, já que o tempo verbal para vencer nikaö usado por João é o perfeito. Portanto, tem o sentido extensivo de resultado. Isso demonstra uma vitória que aconteceu no passado e estende-se até agora. Na verdade, a nossa vitória sobre Satanás aconteceu na cruz, mas ainda não se manifestou totalmente, pois ainda temos que lutar contra o poder de Satanás. Então em que consiste a nossa vitória sobre Satanás no momento?

4.1.Não somos mais manipulados ou possuídos por ele

O apóstolo Paulo ensinou bem claro que a manipulação extensiva e a possessão são daqueles que ainda não foram redimidos.

nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; (Ef 2.2)

Paulo afirma que “outrora, antes” andastes pote periepatësate – aoristo indicativo demonstrando que aconteceu uma vez por todas. Antes, tínhamos as nossas vidas segundo os demônios. Os espíritos operavam em nós que éramos chamados de “filhos da desobediência”. Eles nos dominavam, seja de uma forma direta ou indireta, mas em Cristo, fomos livres dessa ação demoníaca. Embora que se tenha que admitir que Satanás possa usar ainda um crente (Mc 8.33; 2Tm 2.25,26), mas isso não é contínuo ou que chegue à possessão, pois Paulo ensina que fomos selados pelo Espírito Santo da Promessa e que ele habita em nós (Ef 1.13; 4.30; 1Co 6.19).
Muitos usam o texto de Ef 4.27 para comprovar a possessão de crentes, mas o substantivo grego topos quer dizer não somente lugar, mas oportunidade (At 25.16 [no original topon te apologias laboi Peri tou enklëmatos “que receba oportunidade de defesa da acusação”]; Rm 12.19; 15.23; Hb 12.17). Paulo está deixando claro que podemos dar oportunidade para que o diabo nos ataque nas áreas exortadas e sejamos abatidos na batalha, desmoralizados, desanimados ou anulados no avanço do Evangelho, pois no verso 30 Paulo afirma que fomos selados uma vez por todas esphragisthëte (aoristo passivo). Portanto, não é base para a possessão de demônios na vida de um crente.
Precisamos notar que podemos ser abatidos num determinado combate por Satanás, seja por oportunidade ao diabo que damos, seja porque estamos diante de uma situação que exigirá mais oração, jejum e perseverança.
Paulo não negou que podemos ser abatidos. Ele afirma:

perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; (2Co 4.9)

Paulo usou o verbo kataballö usado na LXX para batalha entre inimigos e povos rivais. Paulo admite que podemos ser abatidos, mas não destruídos. Notem que Paulo foi impedido de ir a determinado lugar por Satanás:

Por isso, quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez, mas duas); contudo, Satanás nos barrou o caminho. (1Ts 2.18)

O verbo para barrar é enkoptö era usado para impedir estradas e o caminho de alguém. Paulo afirma que ele foi impedido mais de uma vez de ir a Tessalônica por Satanás. Não sabemos os detalhes e nem por que ele foi impedido, mas ele teve o discernimento e registrou isso inspirado pelo Espírito Santo. Se Satanás estivesse debaixo dos pés de Paulo, seria difícil pensar que Paulo fora abatido por Satanás e impedido por ele, principalmente que era para pregar o Evangelho.
Outro exemplo é a carta que Jesus mandou à igreja de Esmirna:

Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. (Ap 2.10)

Quem está escrevendo é o próprio Jesus que venceu e tinha sido louvado pela sua vitória como o Cordeiro que tomou o livro e abriu os seus selos. Porém, aqui Jesus escreve que terão alguns que Satanás prenderá para serem provados e teriam uma tribulação de 10 dias.

A mesma coisa na igreja de Pérgamo:

3 Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. (Ap 2.13)

Antipas, apesar de ser uma fiel testemunha, por habitar no que Jesus chamou de trono de Satanás, foi morto e abatido, mas não destruído porque Jesus o recebeu depois.
Portanto, podemos ser abatidos como numa batalha, pois Satanás ainda não está destruído totalmente porque o Senhor não o pisou definitivamente. Isso acontecerá somente na sua vinda em glória e poder (1Co 15.24,25; Hb 10.12,13; 2Ts 2.8; Ap 20.10).

4.2.Suas acusações não têm mais valor por causa da redenção de Cristo

A Bíblia afirma que Satanás é o nosso acusador (Ap 12.10). O seu outro nome é chamado de diabolos, que quer dizer “aquele que lança em rosto ou aquele que acusa”. Éramos, antes, escravos das acusações de Satanás devido os nossos pecados e nossa natureza. Paulo ensina que fomos livres de toda acusação e condenação.

Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. 2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. (Rm 8.1,2)

33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. (Rm 8.33,34)

4.3.Autoridade de expulsar os demônios

A vitória de Cristo nos deu autoridade de expulsar os demônios e enfrentá-los no poder do Espírito Santo. Jesus tinha dado essa autoridade aos seus discípulos:

19 Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano. (Lc 10.19)

Jesus deu autoridade aos seus discípulos que se estende à sua igreja, confirmado na sua subida aos céus:

17 Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; (Mc 16.17)

Essa autoridade implica na vitória de Cristo na cruz que os despojou e os humilhou, dando-nos autoridade para expulsá-los e resisti-los em oração e jejum (Cl 2.14,15).

O Já e o Ainda-não do Reino

A Igreja precisa entender e viver consciente dessa grande tensão entre o que Hoekema chamou de “a tensão entre o já e ao ainda-não”. Ele escreve em seu livro A Bíblia e o Futuro o seguinte:

Vimos que aquilo que caracteriza especificamente a escatologia do Novo Testamento é uma tensão subliminar entre o “já” e o “ainda-não”. O crente, assim ensina o Novo Testamento, já está na era da escatológica mencionada pelos profetas do Antigo Testamento, mas ainda não está no estado final. Ele já experimenta a presença do Espírito Santo em si, mas ainda espera por seu corpo ressurreto. Ele vive nos últimos dias, mas o último dia ainda não chegou.[5]

Hoekema demonstra essa tensão entre o Reino que se manifestou e o Reino que se consumará na vinda de Jesus Cristo. Assim também, com respeito a Satanás. Ele já foi vencido uma vez por todas na cruz, mas ainda não consumou essa vitória totalmente. Ele ainda age com sagacidade, ferocidade e ardis. A Igreja precisa entender que o diabo ainda não foi destruído totalmente que acontecerá quando Jesus vier em sua glória e poder (2Ts 2.8).
A tensão do Já e o Ainda-não precisa ser levada a sério, porque Satanás ainda pode nos abater e deixar-nos no chão, mesmo que já sejamos vitoriosos em relação à salvação. Podemos perceber isso nos ensinos de Paulo aos coríntios:

em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor, 5 entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus. (1Co 5.4,5)

A igreja ainda não tem Satanás debaixo dos seus pés, embora que ele já foi humilhado e derrotado por Cristo na cruz. A posição de Satanás é de linha de frente guerreando com toda a sua fúria para nos abater e frustrar os desígnios de Deus.

CONCLUSÃO

A vitória de Cristo não nos exclui da batalha diária contra a força das trevas e dos demônios que tentam nos abater lançando suas setas inflamadas.
Satanás não está ainda debaixo de nossos pés, embora que Jesus nos deus autoridade para expulsar os demônios, mas poderemos ser abatidos se dermos oportunidade topos ao diabo ou se estivermos numa situação de conflito maior com demônios como Antipas que foi morto num lugar que Jesus chamou “Trono de Satanás”.
A consequência de não levarmos em conta isso é o descuido da vigilância e da batalha espiritual. Se Satanás está debaixo dos nossos pés, por que vigiar e cuidar para não ser abatido? Se ele está debaixo de nossos pés, resta-nos agora descansar, pois não temos o que temer ou vigiar.
Jesus ainda não pisou a Satanás definitivamente, como foi mostrado. Isso acontecerá somente na ocasião da sua vinda em glória e poder.
Portanto, a posição de Satanás não é debaixo de nossos pés, mas à nossa frente, pronto para nos derrubar ou como um leão pronto para nos atacar. Devemos vencê-los firmes na fé, conscientes que é maior aquele que está em nós do que aquele que está no mundo e o domínio está nas mãos do nosso Deus (1Jo 4.4; 1Pe 5.11).



[1] CALVIN, John. Commentary on Galatians and Ephesians. Grand Rapids, MI: Christian Classics Ethereal Library, 1999, p. 202
[2] MASTERMAN, Howard B. The First Epistle of S. Peter (Greek text). New York: The Macmillan Company, 1900, p. 169.
[3] HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: Efésios. São Paulo: Cultura Cristã, 1992, p. 130.
[4] HOEKEMA, Anthony. A Bíblia e o Futuro: A doutrina bíblica das últimas coisas. São Paulo: Cultura Cristã, 2001, p. 59.
[5] Ibid., p. 83.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails